
O que você fez, Maria?
A fim de tentar, exagerou.
Escondeu sua face; a pintou.
Com o rubro selou a boca dos segredos
E com o amarelo, as inteiras verdades e seus medos
Pra onde você vai agora, Dona Maria?
É dona apenas das tuas tintas,
aquelas com que se pintas
A cada novo amor ou na falta de rimas.
Então me diga, de que mais eu te chamaria?
Senão de Maria das cores, flores e amores?
Tudo contrastado na loucura do seu implícito e explícito;
no mistério do meio silêncio e no exagero do colorido.
Chega de gastar tanta tinta, de se esconder atrás da cortina!
Vai lavar esse rosto e esquece os desgostos
Mas não deixe de ser a Maria do colorido,
abandona apenas a dor que se esconde na cor
Seja você; sorriso e cor.