terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nós seremos eles?


Não sei se seremos como eles, nem se seremos até o fim alguma coisa; digo apenas que quero e espero um bem assim:
Pra vida toda perto de mim!
^^

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Chão de giz


Eu desço dessa solidão Disparo coisas sobre Um Chão de Giz Há meros devaneios tolos A me torturar Fotografias recortadas Em jornais de folhas Amiúde!Eu vou te jogar Num pano de guardar confetes Eu vou te jogar Num pano de guardar confetes...
Disparo balas de canhão É inútil, pois existe Um grão-vizir Há tantas violetas velhas Sem um colibri Queria usar quem sabe Uma camisa de força Ou de vênus Mas não vou gozar de nós Apenas um cigarro Nem vou lhe beijar Gastando assim o meu batom...
Agora pego Um caminhão na lonaVou a nocaute outra vez Prá sempre fui acorrentadoNo seu calcanhar Meus vinte anos de "boy"That's over, baby!Freud explica...
Não vou me sujar Fumando apenas um cigarro Nem vou lhe beijar Gastando assim o meu batom Quanto ao pano dos confetes Já passou meu carnaval E isso explica porque o sexo É assunto popular...
No mais estou indo embora! No mais estou indo embora! No mais estou indo embora!No mais!...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Maria Cor




O que você fez, Maria?
A fim de tentar, exagerou.
Escondeu sua face; a pintou.
Com o rubro selou a boca dos segredos
E com o amarelo, as inteiras verdades e seus medos

Pra onde você vai agora, Dona Maria?
É dona apenas das tuas tintas,
aquelas com que se pintas
A cada novo amor ou na falta de rimas.

Então me diga, de que mais eu te chamaria?
Senão de Maria das cores, flores e amores?
Tudo contrastado na loucura do seu implícito e explícito;
no mistério do meio silêncio e no exagero do colorido.

Chega de gastar tanta tinta, de se esconder atrás da cortina!
Vai lavar esse rosto e esquece os desgostos
Mas não deixe de ser a Maria do colorido,
abandona apenas a dor que se esconde na cor
Seja você; sorriso e cor.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Os olhinhos do meu bem


Abre os teus olhos e me veja navegar
Sobre as linhas do teu rosto, sobre o gosto
do teu mar. Eu estive sempre aqui,
esperando ansiosamente o momento de
me afogar e me perder na imensidão
do teu olhar.

Deixe-me te ver assim: de olhos abertos,
com um sorriso discreto, e o pensamento
em mim. Deixa eu te ter
assim: muito perto; submerso em
mim.

E fica bem, meu bem. Porque isso
sim é o que mais me convém. Te ver
bem me faz bem também. Mas não se esqueça...

Deixa também eu ver os teus olhos
em mim, e fingir que nunca terá fim.
Deixa eu ver bem, os olhinhos do
meu Bem.

(Stephanie Louise F Pereira)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Era Uma Vez


Era uma vez uma "Branca de Neve", essa que também era Esiuol, Isobel, Louise, ou simplesmente Stephanie. Ela morava no condado de Caiana, um lugarzinho perdido no mapa, e na imaginação das pessoas.
Foi no período da "dinastia Mamãe" em que ela chutou da sua vida o príncipe encantado bonzinho, e foi se apaixonar pelo bobo da corte, uma criatura de nome engraçado e sorriso agradável.
Mas que futuro esse romance poderia ter? Nenhum, meus caros. Muito estranho era o amor que ela sentia por ele, uma paixonite das mais raras, talvez consequência do excesso da simpatia e carinho.
A "Branca de Neve" percebeu que quando seu querido bobo não estava fantasiado, só restava a ele o nome engraçado e a pele fria sobre um peito parcialmente congelado. Mas dizer que ela o esqueceu seria uma mentira absurda, já que a memória dela é tão segura e eficiente quanto a de qualquer elefante.
Esquecido o bobo da corte não foi. Passou a ser definido como um ser "inexplicavelmente querido", sem que fosse preciso desejar ilusoriamente momentos românticos, afinal, ele sempre fora mais um amigo do que um amante platônico.
Alguns dizem que ela saiu do condado e foi morar na vidade. Entrou na faculdade e encontrou o Johnny Depp da sua vida, com quem casou e viajou o mundo todo para divulgar seus livros de sucesso.
Mas eu prefiro acreditar que a cada dia ela se tornava uma pessoa melhor, e que independente de qual caminho ela trilhou, foi o mais feliz que alguém poderia ter.
Talvez numa casinha com jardim perto da praia, com seus amigos e livros sempre por perto, e a caixinha de recortes e lembranças guardando um príncipe encantado e um bobo da corte de tempos passados, lá no fundo do armário.

P.S.: Meus agradecimentos à Gustavo. A "Dinastia Mamãe" foi algo muito criativo. ^^

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A coruja e a neve


O vento frio balançava os galhos das árvores, e a coruja já podia sentir em seus enormes olhos o inverno que estava por chegar. Mas o que ela não podia imaginar é que esse seria o inverno mais forte já vivido por ela, e que sua perdição estaria nos olhares observadores e curiosos que sempre estiveram em sua face.
Lentamente, a sensação gelada anunciava a aproximação do gelo mais intenso e desconhecido, esse que deu a nudez a cada bela árvore que servia de abrigo seguro para a coruja. As folhas se perderam no vento, restaram apenas galhos nus e a ansiedade maciça da ave que esperava conhecer o que a cada dia parecia estar mais perto de chegar.
Não demorou muito até o inverno finalmente começar, e com ele veio a morte vestida de branco; a neve pálida, perdida no céu.
Cada floco dançava pelo ar, formando assim um ballet mágico aos olhos curiosos; a neve, nunca vista antes, a estava atraindo.
De onde vinha? Por que chegou? Como ela é?
Essas era as perguntas em sua mente, a coruja já não se contentava em ver apenas, queria poder chegar mais perto das montanhas brancas no chão; queria sentir e ter o que lhe fascinava.
Até que um dia, quando a noite mostrava seus primeiros sinais, a coruja foi dominada pelo desejo incessante; então desceu do seu esconderijo entre os galhos altos das árvores e voou até o amontoado de neve. Suas asas sentiram o peso do gelo, soube a real sensação do frio, mas querer o que não conhecia e que lhe era proibido fez com que o fim da coruja estivesse muito mais próximo.
Ela tentou levantar voo, mas o gelo prendia suas asas, e a neve tão inexplicavelmente querida a deixava mais fraca a cada instante.
O tempo passou e ela continuava presa, e da mesma forma repentina que chegou, a neve foi derretendo e esconrrrendo como água para terras orientais.
No entanto, a coruja já havia sido congelada, e no caso dela, o degelo não a faria mudar para terras distantes. O tempo para ela estava parado; congelado e perdido eternamente.

(S.L. Figueiredo)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Menino



Menino de sorriso infante
De moldura negra sobre a face
É esse que tem olhos intensos
Que ardem em seu corpo internacionalizado
Porém latino, sem disfarce.
Infante de sorriso menino
Anda livre sem caminho, sem destino
E como todos, já pensou no futuro
Mas assim como fumaça e brisa,
perdem-se os planos, vivi-se ainda.
Sorriso menino infante
Apenas um sorriso de alguém distante
É o bastante para seguir
Levando sempre na memória a imagem
De um menino de sorriso amável,
De um amante indispensável.








(S.L. Figueiredo)